Ourinhos 8 de Setembro de 2010


POIS NÃO... ÀS SUAS ORDENS... POSSO AJUDAR?
16/03/2010

Em minha experiência de gerente de loja aprendi muitas coisas, tanto onde eu gerenciava quanto nos concorrentes. E até hoje o que me chama a atenção nas lojas é o comportamento da maioria dos vendedores.

Uma vez ao parar em frente de uma loja para fazer uma pesquisa de preço, percebi que havia lá dentro uns quatro vendedores que conversavam com gerente da loja. Ao perceber minha presença, este gerente logo se dirigiu a um daqueles vendedores dizendo alguma coisa como: olha um cliente, vai lá, vai lá!

Neste momento não pude deixar de pensar: coitado do vendedor, acabou de ser mandado pelo chefe para o matadouro. E assim aconteceu. Diante de seu "posso ajudar?" ele só ouviu "estou só dando uma olhadinha" , enquanto me afastava

Quantas vezes já ouvimos estas e outras frases semelhantes, ao nos aproximarmos das vitrines ou mesmo no interior de lojas bonitas, com vendedores simpáticos e atenciosos?

E qual é nossa reação diante delas? Uma pesquisa diz que, pelo menos, 80% dos clientes, quando abordados desta forma, também reagem com frases que todos conhecemos: "estou só dando uma olhadinha", "obrigado, estou só olhando" ... e outras semelhantes. E, o que é pior, além de dar este tipo de resposta, o cliente simplesmente vira as costas e sai rapidamente, como se estivesse fugindo de alguém.

Uma abordagem de vendas é sempre um momento de tensão, a primeira impressão tem que ser positiva, o vendedor tem, primeiro que "se vender" como profissional, antes de tentar vender qualquer ideia, produto ou serviço.

Ninguém compra um par de sapatos, pelos sapatos em si mesmos; ninguém compra uma roupa só pela roupa; ninguém compra uma geladeira ou uma máquina de lavar roupas só por ela própria. Todos compram conforto, bem-estar, elegância, prazer, status, e tantas outras coisas nem sempre tangíveis ou mensuráveis.

E o que é curioso. O cliente deseja espaço para circular, iniciativa para decidir, alternativas para escolher e até uma certa privacidade para pensar. Ele precisa se sentir a vontade no espaço da loja. Ninguém aceita ser atacado quando se aproxima da loja, pressionado por alguém que cola nele ao chegar, mesmo que este vendedor seja uma pessoa simpática, gentil e atenciosa.

Então por favor vendedores, esqueçam o "Pois não... Às suas ordens ... Posso Ajudar?" Eles são "o espanta freguês".


“Clientes podem demitir todos de uma empresa, do alto executivo para baixo, simplesmente gastando seu dinheiro em algum outro lugar”.

Sam Walton, fundador do Wal-Mart
Luis Roberto de Lima
Estudande de Adminsitração de empresas na FIO, Profissão: Gerente Comercial
email: luis_rlima@hotmail.com
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